09/02/2025 - Por: Takumã Kuikuro
O Coletivo Kuikuro de Cinema é um dos ganhadores do Prêmio Cunhambebe Tupinambá. O prêmio, iniciativa do Museu dos Povos Indígenas, busca reconhecer movimentos indígenas que se destacam pelo protagonismo em suas áreas de atuação.
Criado em 2002 na aldeia Ipatse, com o apoio do Vídeo nas Aldeias e do Projeto Documenta Kuikuro (DKK) do Museu Nacional da UFRJ, o Coletivo Kuikuro de Cinema é um dos mais longevos e bem sucedidos projetos de protagonismo indígena no audiovisual.
Há mais de 20 anos, o CKC produziu vários documentários premiados em festivais nacionais e internacionais, tais como O Dia em que a Lua Menstruou (2004), Cheiro de Pequi (2006), As Hiper Mulheres (2011), Karioka (2013), London as a Village (2015), A febre da mata (2022), entre outros.
Sob a liderança do cineasta Takumã Kuikuro, o Coletivo conta com membros fixos e outros colaboradores que apoiam as iniciativas pontualmente. Através do compartilhamento de experiências cinematográficas e do apoio mútuo, os realizadores kuikuro trabalham em projetos dentro e fora do Território Indígena do Xingu, fortalecendo a cultura tradicional por meio do audiovisual.
Nos últimos anos, o CKC também passou a atuar na formação audiovisual de novos cineastas indígenas, oferecendo oficinas no Xingu e em outras terras indígenas do país, estimulando assim o surgimento de iniciativas semelhantes entre outros povos.
O Coletivo Kuikuro de Cinema é uma importante ferramenta de fortalecimento da cultura indígena e de geração de renda sustentável para a comunidade da aldeia Ipatse, contando com o apoio de importantes associações locais como a AIKAX (Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu) e a IFAX (Instituto Família do Alto Xingu).
O Instituto Família do Alto Xingu apoia as ações do CKC, seja na logística das produções realizadas no Território Indígena do Xingu, seja na assessoria para a inscrição de projetos e editais públicos.